terça-feira, 23 de agosto de 2011

observação daquela que lê

Não é dos saldos que mais me orgulham, mas foram bons livros

- Pergunte ao pó - John Fante
- A moça mais bonita da cidade e outros contos - Bukowski
- Memória de minha putas tristes - Gabriel Garcia Marques
- O Mistério dos sete relógios - Agatha Christie
- Livro de poesias de Florbela Espanca
- A Arte de viver e outras artes - Aníbal M.Machado
- Lolita
- 1968 - o ano que não terminou - Zuenir Ventura
- Cartas a uma jovem atriz
- Assassinato de Roger A. - Agatha Christie
- On the road (incompleto)
- Triste fim de Policarpo Quaresma (incompleto)
- Biografia do Laurence Olivier (incompleto)


não estou a lembrar

Observação cinéfila 4

Filmes que eu vi nesse ano até agora:
- Meia noite em Paris
- Felini 8 1/2
- Amarcord
- Match Point
- Igual a tudo na vida
- Diário de uma paixão
- Blow-up - depois daquele beijo
- Um convidado bem trapalhão
- Um estranho no ninho
- Metrópolis
- Capitalismo: Uma história de amor
- Repulsa ao sexo
- No silêncio da noite
- Kill Bill vol.1
- Kill Bill vol. 2
- As bruxas de Salém
- O Discurso do Rei
- Cisne Negro
- Morte sobre o nilo
- Closer
- Um lugar qualquer
- Gritos e sussuros
- Mulheres a beira de um ataque de nervos
- O Carteiro e o poeta
- Gainsbourg - O homem que amava as mulheres
- Thor
- Um Corpo que cai
- Simplesmente complicado
- Harry Potter - Relíquias da morte
- O Anjo Exterminador
- Ju On: O grito
- O Crime do padre amaro
- Medéia
- A Lista de Shindler
- Um corpo que cai
- A bela da tarde

domingo, 21 de agosto de 2011

O que adoro em ti

O que eu adoro em ti
Não é a tua beleza
A beleza é em nós que existe
A beleza é um conceito
E a beleza é triste
Não é triste em si
Mas pelo que há nela
De fragilidade e incerteza

O que eu adoro em ti
Não é a tua inteligência
Não é o teu espírito sutil
Tão ágil e tão luminoso
Ave solta no céu matinal da montanha
Nem é a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas.

O que eu adoro em ti
Não é a tua graça musical
Sucessiva e renovada a cada momento
Graça aérea como teu próprio momento
Graça que perturba e que satisfaz

O que eu adoro em ti
Não é a mãe que já perdi
E nem meu pai

O que eu adoro em tua natureza
Não é o profundo instinto matinal
Em teu flanco aberto como uma ferida
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.

O que adoro em ti lastima-me e consola-me:
O que eu adoro em ti é a vida!



- Manoel Bandeira

domingo, 14 de agosto de 2011

Tavinho Paes 3


JAZZ


não saberia precisar o preciso momento
em que meu impreciso sonho sonhou o seu
nem se foi de amor o sentimento
que senti como quem sente o tempo
soprar moinhos de um imaginário catavento
começando o que não tem começo

talvez nem lembre seu nome
te chamando com pronomes
pelos quais você responde
em nome do que nem tem nome

quem sabe o silêncio soe assobio
revelando o nome oculto
que te nomeia alguém sem nome
enquanto teu corpo dança
música de um sonho meu
sem perder a inocência
que de mim já se perdeu

sola este jazz de tesão paixão desejo
no sonho em que te vejo e me vejo
sem pedir nem mais nem menos
nem ao primeiro nem ao último beijo
jazz que me nina menino no colo
me adormece e me devolve
ao sonho meu que agora é seu
antes que eu acorde entre os acordes
e te ame só pela música que você me deu

Tavinho Paes 2


ENIGMA-ME


diga que não sabe
porque gosta de mim
que não compreende
como sou quem sou
que não sabe onde vai
nem porque contigo vou

verifique e indique problemas
que eu nem sei se tenho
chama-me de maluco
confuso e inseguro
provando a + b
que eu não me entendo
nem me compreendo
acusa-me de doente demente
acuda-me com sua ajuda impaciente
reclama do meu jeito de ser
cria-me um mistério
que eu não possa resolver
e faz amor comigo
decifrando minha esfinge
enxergando o que não posso ver

vem, amor que me domina
apresenta-me à minha própria sina
confunda a anima que me anima
corrói-me de ciúmes
domina-me com mandingas
me execra, me arranha e me xinga
torna-me teu teorema
e por amor ao poema: enigma-me!

Tavinho Paes


O MENSAGEIRO


quem vai te dizer
que eu te amo
não há de ser
uma carta
um recado
uma fofoca
um telefonema
nem os versos
deste vago poema

quem vai te dizer
que eu te amo
vai ser o tempo
o mensageiro
que nunca chega tarde
e sempre
pede a quem o aceita
para que tenha paciência
e o aguarde

ele é o mensageiro
que voa volúvel no vento
e leva consigo
o que num eu te amo
longe das palavras
é puro sentimento

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Acalanto

É tão tarde
A manhã já vem,
Todos dormem
A noite também,
Só eu velo
Por você, meu bem
Dorme anjo
O boi pega Neném;
Lá no céu
Deixam de cantar,
Os anjinhos
Foram se deitar,
Mamãezinha
Precisa descansar
Dorme, anjo
Papai vai lhe ninar:
"Boi, boi, boi,
Boi da cara preta
Pega essa menina
Que tem medo de careta". (2X)



- Doryval Caymmi