1) me entrego aos filmes esqueço, momentaneamente, às músicas porque elas me entregam mais. Me entregam ao mundo nostalgico, ao futuro de pretérito, aos sonhos da mulher menina e da menina mulher, a tudo aquilo que amo e amei e amarei e principalmente realça as paixões. A música em mim tem esse poder de me deixar vunerável a tudo aquilo que verdadeiramente sinto e quero. Já um filme me traz novas maneiras de ver as coisas, me traz as cenas em que posso me emocionar até o 'the end' e depois 'life goes on'
A música hoje me lembra da tristeza da irrealização. Os filmes a possibilidade.
2) Outros filmes que já vi:
O Pequeno Nicolau
Don Juan De Marco
9 Canções
Alta Sociedade
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Observação cinéfila.
Não sei se é por causa do calor que me tira o tesão de me aventurar a ter cancer de pele pelas ruas da minha cidade, mas, vi pelo menos um filme a cada dia das férias e isso me deixa bastante contente, afinal, tenho uma meta.
Os que ja vi:
Um lugar na plateia
Contra a parede
Lua de Fel
As invasões barbaras
P.S. Eu te amo
Amarcord
e ja comecei a ler meu Fante.
Os que ja vi:
Um lugar na plateia
Contra a parede
Lua de Fel
As invasões barbaras
P.S. Eu te amo
Amarcord
e ja comecei a ler meu Fante.
fake
Querido blog, minha vida anda as mil maravilhas.
Principalmente a amorosa!
Acho que daqui a pouco encontro meu nirvana.
A vida é linda.
O calor não irrita.
O amor é justo.
Eu só faço escolhas certas.
Principalmente a amorosa!
Acho que daqui a pouco encontro meu nirvana.
A vida é linda.
O calor não irrita.
O amor é justo.
Eu só faço escolhas certas.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
in
consumida
consumida
consumida
consumida
e me sumo de mim
e o pensamento teima.
muito
muito
muito
intensa.
consumida
consumida
consumida
e me sumo de mim
e o pensamento teima.
muito
muito
muito
intensa.
domingo, 28 de novembro de 2010
Domingo
Domingo sol lá fora eu estudando desconcentração estudando desconcentração gato miando cachorro correndo quero chocolate "Nina, não late" almoço zona sul pizza piazza belle and sebastian conversas da madrugada de ontem aflita amavel antiteses em mim português fisica quimica chocolate por favor! portugues é o dono da banca de jornal o jornal que fala e a cidade que cala diante do jornal hipocrisia e eu tendo que estudar geografia estou aqui julgando volto a mim aos meus amores aos meus insights tão sérios quanto a futilidade volto ao porto inseguro da alma e só penso em dançar não quero querer tanto. fisica quimica biologia. AAAAh. medos medos medos somos corrompidos por eles tenho certeza
te amo e agora?
e agora?
belle and sebastian. quimica e fisica. alma. tudo junto.
Arg! E pelos de gato.
te amo e agora?
e agora?
belle and sebastian. quimica e fisica. alma. tudo junto.
Arg! E pelos de gato.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Saramago
EM VIOLINO FADO
Ponho as mãos no teu corpo musical
Onde esperam os sons adormecidos.
Em silêncio começo, que pressente
A brusca irrupção do tom real.
E quando a alma ascendendo canta
Ao percorrer a escala dos sentidos,
Não mente a alma nem o corpo mente.
Não é por culpa nossa se a garganta
Enrouquece e se cala de repente
Em cruas dissonâncias, em rangidos
Exasperantes de acorde errado.
Se no silêncio em que a canção esmorece
Outro tom se insinua, recordado,
Não tarda que se extinga, emudece:
Não se consente em violino fado.
de José Saramago
(mais uma daquelas que eu queria ter escrito...)
Ponho as mãos no teu corpo musical
Onde esperam os sons adormecidos.
Em silêncio começo, que pressente
A brusca irrupção do tom real.
E quando a alma ascendendo canta
Ao percorrer a escala dos sentidos,
Não mente a alma nem o corpo mente.
Não é por culpa nossa se a garganta
Enrouquece e se cala de repente
Em cruas dissonâncias, em rangidos
Exasperantes de acorde errado.
Se no silêncio em que a canção esmorece
Outro tom se insinua, recordado,
Não tarda que se extinga, emudece:
Não se consente em violino fado.
de José Saramago
(mais uma daquelas que eu queria ter escrito...)
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